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O grupo foi formado em 1965 pelos jovens Ronnie Van Zant, Gary Rossington e Allen Collins com o nome de Leonard Skinner (nome do professor de educação física dos garotos, que os vivia suspendendo por matarem as aulas para beber e tocar rock n’ roll). Após um primeiro show sob esse nome eles resolveram mudar para Lynyrd Skynyrd.

Gravam seu primeiro disco em 73 e estouram com os hits “Gimme Three Steps” e “Free Bird”. Logo no segundo trabalho, em 1974, surge a famosíssima “Sweet Home Alabama”. Assim, Lynyrd Skynyrd segue sua carreira em meio a discos de ouro e muita originalidade misturando o hard rock com o blues e o country (estilo também conhecido como Southern Rock) até que em 1977 lançam o disco “Street Survivors”, que ganha mais um disco de ouro. Porém, em 20 de outubro desse mesmo ano, os integrantes da banda sofrem um acidente de avião, aparentemente por falha mecânica ou falta de combustível, e Ronnie Van Zant, Steve Gaines, Cassie Gaines e o empresário da banda, Dean Kilpatrick, morrem instantaneamente.

Alguns anos após o acidente a banda volta a tocar com novos integrantes e Johnnie Van Zant (irmão de Ronnie) no comando dos vocais. Mas a banda não é mais a mesma e passa a ser sustentada mais pelo nome consagrado que por seus novos trabalhos.

Uma curiosidade: a capa do último disco pré-acidente (Street Survivors) contém a banda em meio ao fogo. Após o acidente os discos foram recolhidos pela gravadora (na época MCA Records) e tiveram suas capas susbtituídas. A original desde então tornou-se uma raridade entre os fãs.


20th Century Masters ~ The Millennium Collection é mais um daqueles pretextos que várias gravadoras usam para montar uma coletânea na tentativa de marcar época. Claro que isso se torna um trabalho muito difícil quando se tem um máximo de apenas 80 minutos para dispor da compilação e, ainda por cima, fazer com que seja uma seleção consistente de músicas da banda, que a resuman de maneira essencial.

O mesmo não ocorre com o volume do Lynyrd Skynyrd. Entretanto, é um bom disco com dez das mais tocadas e famosas canções do grupo (não coincidentemente a maioria do período ante 1977). Não dá para destacar duas ou três faixas dessa coletânea, pois todas são muito boas, indicado para os neófilos musicais de plantão e para quem já é fã da banda mas quer um disquinho só com as mais-mais para curtir.

Revisão do texto: Agis Variani

Artist: Lynyrd Skynyrd
Album: 20th Century Masters (The Millennium Collection): The Best Of
Label – Year: MCA – 1999

01. Sweet Home Alabama
02. What’s Your Name
03. Gimme Three Steps
04. Double Trouble
05. You Got That Right
06. Saturday Night Special
07. That Smell
08. Swamp Music
09. I Ain’t The One
10. Free Bird

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Turbilhão

16May08

Turbilhão é como conheço uma modalidade de drinkin’ games, é assim: pega-se uma latinha de cerveja e, virada de cabeça para baixo, fura-se o fundo… então você coloca a boca ali e abre a parte de cima para dar vazão ao ar, então ela desce com força pela garganta, gerando um turbilhão de cerveja dentro da latinha. Quem terminar a bebida primeiro ganha. Sem querer me gabar, mas sou bom nesse jogo, haha.

Poderia fazer isso hoje na cervejada da faculdade, mas não me sinto nada bem.

Turbilhão mesmo está minha cabeça. Quer dizer… eu devorei o Bukowski, e ando devorando On The Road, do Kerouac, estou sentindo uma fome de leitura que nunca senti antes. Claro que agora não estou lendo, mas quando pego o livro para ler um pouquinho, me perco no tempo e esqueço do resto, as prioridades desaparecem.

Mas não é só isso. Estou querendo escrever. Escrever uma resenha para o último livro que li, escrever para um site, escrever sobre um e-mail que recebi, entre outras coisas. O problema atual é me organizar, organizar as idéias, a cabeça fervilha coisas que querem ser escritas, mas ordenar tudo isso de maneira correta e fazer com que o texto tenha um fluxo descente está difícil (ando pensando em participar de algum curso de redação ou sei lá, quem sabe achar um maluco que me ensine a escrever como um escritor), e essa dificuldade toda me dá uma certa preguiça…

Escrever não era para ser algo prazeroso e espontâneo?


Cá estou eu. Em uma tentativa de escrita livre. Eu já ouvi falar sobre, mas quando ouvi era em um programa de tv, ou foi em um filme? Não me lembro. De qualquer modo, tratava-se do ato de munir-se com folhas e um lápis, e então escrevia-se o que brotava do que chamamos de cérebro, eu também chamo de cérebro, só que para fazer pose eu vou escrever aqui que chamo de essência.

Tenho a ligeira impressão que escrita livre pelo teclado não vai dar muito certo. Quer dizer, eu fico fazendo outras coisas, tem o msn, tem o winamp ligado tocando Eric Clapton e provavelmente a trilha sonora de Easy Rider e também algum outro som de macho depois. Mas falando em Eric Clapton, soube de um livro sobre o mesmo, uma auto-biografia, fico imaginando como se monta uma auto-biografia… quer dizer, será que você tem que lembrar desde quando era um fedelho e aporrinhava sua mãe com mesuras sem sentido e vontades absurdas? Eu nunca li uma auto-biografia. Eu nunca li uma biografia.

Eu nunca li muito, mas ando lendo mais que o habitual. Eu ando sentindo uma certa atração pela escrita, pela arte de escrever, talvez seja apenas fogo de palha. Eu podia apostar uns trocados que Eric Clapton escreve melhor que eu. Eu não sei muito sobre escrever, não conheço nem metade das regras apesar de acreditar que meu conhecimento é maior que muito mais da metade da população brasileira, e também que outros países sub-desenvolvidos, o que não é grande coisa. O que é bom, porque se eu considerasse isso como algo grande, seria um idiota.

Se não for mesmo um fogo de palha, talvez eu me saia bem, talvez eu conheça mais e mais regras de escrita… se bem que, regras são chatas. Ou como dizem muitos malvados por aí: regras são feitas para serem quebradas. Uma vez um amigo lá do Rio Grande do Sul me disse assim: Hecha la ley, hecha la trampa. O coroa estava certo e em espanhol soa bem mais picareta. Gosto de não ter direção na escrita, não sei se isso é coisa de novato, mas até agora me sinto bem, escrevendo e escrevendo e escrevendo sem razão, por um instante enquanto estava no início do segundo parágrafo pensei “Merda, isso é besteira!”, mas depois reconsiderei e um… dois… três… quatro… cinco, já me encontro ao final do quinto parágrafo.

A próxima música do disco do Clapton é Cocaine, gosto dessa, já conhecia antes de ouvir essa coletânea. Será que ele usava cocaína? É provável. Ele deve contar isso no livro dele. Eu nunca li uma auto-biografia. Eu nunca li uma biografia.

Mas eu li Bukowski e agora estou lendo On The Road, do Jack Kerouac. Este último uma espécie de inventor da beat generation. Está tocando Cocaine. Bukowski me deu vontade de escrever, Jack Kerouac está aumentando mais ainda essa vontade, mesmo ele tendo odiado On The Road, devido ao tamanho de alterações que fez em seu livro para que ele finalmente fosse publicado e também pelo fato de sempre compararem seus títulos posteriores com este e idolatrarem de uma maneira geral o tal livro. Eu iria escrever algo aqui, mas esqueci.

Lembrei. Acabou Cocaine, mas não era isso que queria dizer ou escrever. Talvez eu não seja bom em escrever, então já estou bolando um plano reserva. Vou ser bombeiro. Ou não, só ando com vontade de prestar o concurso para bombeiro e confirmar minha teoria de que posso ser o que quiser nessa vida.

Vida curta.

Talvez uma vida curta demais para ser apenas uma coisa. Por que não ser bombeiro veterinário escritor cantor cozinheiro jogador de blackjack colunista de revista musical? É um esforço e tanto me livrar das vírgulas de vez em quando. Achei que escrever muitas frases curtas fosse algo mais complicado. Porém isso está fluindo naturalmente. As vírgulas são um carma.

Daqui dois minutos será 22h22. Será um palíndromo, é bom para se fazer desejos. Na verdade é babaca. 22h21. É muito babaca. Estou esperando 22h22 para fazer meu desejo estúpido… 22h22! Fiz meu desejo. Na verdade não fiz… uma pessoa indesejada me veio a mente… pronto. Ela foi embora, e veio outra que é meio abstrata. Mas antes essa. 22h23, acabou o tempo de desejar.

Já está na hora de acabar com isso. A escrita livre não é tão livre assim, pois se fosse escreveria eternamente, ou mesmo terminaria sem um ponto final e com uma letra maiúscula. Isso tudo não passa de uma tentativa. Bêbada tentativa. Eu não estou bêbado. O disco do Clapton ainda não acabou e talvez eu não tenha talento algum. Ao menos para mim mesmo.


Randy Lynn Rag

08May08

Genial…


Repare nos dedos compridos desse cara!Então tem esse cara, Robert Johnson, que segundo a lenda vendeu sua alma ao Bodão em troca de um bocado de talento como músico, compositor e cantor. Como você acha o capeta? Simples: basta ir até uma encruzilhada com uns ingredientezinhos básicos (que eu ainda desconheço) enterrar tudo e quando você menos espera, ele dá as caras. Imagino que foi o que Johnson fez na encruzilhada entre as rodovias 61 e 49, em Clarksdale, Mississipi. A partir daí Robert tornou-se um infernal do blues, haha!

Para se ter uma idéia, Robert Johnson foi para o Blues o que Hank Willians foi para o Country, ou se preferir foi o que Charlie “Bird” Parker foi para o Jazz (essa última eu diria que uma comparação até mais fiel, pois ambos revolucionaram a música e tiveram carreiras meteóricas). Filho de lavradores, nascido entre 1909 e 1912 (não se sabe ao certo) Robert Johnson trabalhou no campo até os 16 anos, quando decidiu que iria tocar gaita e violão, Johnson gostava de observar os outros bluesman Son House, Charley Patton e Willie Brown (seus amigos e algumas de suas influências) tocar guitarra em festas e picnics no Delta*. Por volta de 1930 Johnson se casa mas sua esposa morre durante o parto e a partir de então se dedica inteiramente à música, a fazer blues de verdade.

Uma mulher aqui, outra mulher ali, Johnson chega a se casar pela segunda vez (em 1931), mas nunca deixa de lado a vida de bebidas, mulheres e apresentações nos inferninhos das cidades por onde passa.

Então em 1933 Johnson se encontra com Son House e Willie Brown, e estes se surpreendem com a maneira como Robert johnson está tocando bem e em um curto espaço de tempo, daí a lenda de que ele havia vendido sua alma ao Diabo, lenda essa reforçada na época por Son House e pelas próprias letras que Johson compunha.

Em sua carreira meteórica (de 1936 a 1938 ) Robert Johnson participou de apenas duas sessões em estúdio, gravando um total de 29 canções, algumas com dois ou três takes cada, totalizando 42 gravações. Gravações essas que influenciaram e influenciam até hoje o mundo da música, em especial do Blues e do Rock, têm como forte influência nomes como B. B. King, Eric Clapton (este gravou até um disco de tributo à Johnson), Muddy Waters, Keith Richards (guitarrista dos Rolling Stones) entre outros tantos e teve suas músicas regravadas também por bandas como The Blues Brothers, Red Hot Chilli Peppers e White Stripes.

Como quase todo mito de carreira meteórica que se preze, Robert Johnson morreu envenenado com estricnina colocada em seu whiskey (em Greenwood – Mississipi), acredita-se que ele foi envenenado por uma amante ou um marido ciumento, pois é… Johnson passou três dias de cama sem nenhum atendimento médico (de acordo com seu atestado de óbito) para então falecer em 16 de agosto de 1938.

* Wikipedia diz: Designa-se por delta a foz de um rio em forma de leque ou triângulo – que é a forma da letra grega maiúscula com este nome ( Δ ) -, caracterizada pela presença de inúmeros canais e ilhas.

Clique para ver maior. Artist: Robert Johnson
Album: King of the Delta Blues Singer
Label – Year: Columbia/Legacy – 1961

01. Cross Road Blues
02. Terraplane Blues
03. Come On In My Kitchen
04. Walkin’ Blues
05. Last Fair Deal Gone Down
06. 32-20 Blues
07. Kind Hearted Woman Blues
08. If I Had Possession Over Judgement Day
09. Preachin’ Blues (Up Jumped The Devil)
10. When You Got A Good Friend
11. Ramblin’ On My Mind
12. Stones In My Passway
13. Traveling Riverside Blues
14. Milkcow’s Calf Blues
15. Me And The Devil Blues
16. Hell Hound On My Trail
17. Traveling Riverside Blues [Alternate Take]

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Vacilão

04May08

Não que o Programa do Jô seja a coisa mais legal do mundo (na minha opinião não passa de um pseudo-intelectualismo com pitadas de humor, mas… who am I?). Porém essa versão da Badi Assad que encontrei é mil vezes mais legal que a do Zeca Pagodinho, sem contar a voz da moça também, né.


Um vídeo extremamente doentio, mas ao mesmo tempo curioso e fascinante que encontrei um dia desses…

Não. Não acredito que seja montagem.


Feliz Dia do Trabalho, umbigo vagabundo…

Pleno feriadão e já lavei e limpei uma porrada de coisas aqui em casa. . . mentira, apenas lavei o quintal. Meu dia praticamente já terminou, daqui a pouco almoço, depois relaxo um pouquinho e então vou para o “trabalho”. Ser estagiário (remunerado! :-o ) no Hospital Veterinário Sena Madureira não é bem trabalhar, hehe…

Agora vou cuidar da vida, ou talvez assistir House e fingir que invés de medicina veterinária eu estou cursando medicina humana.


Assisti hoje a tarde, é bem legal, e com a melhor companhia… meu umbigo.

\Baseado em fatos reais, conta a história de Ben Campbell, um estudante de um conceituado Instituto de Tecnologia que precisa de US$ 300 mil para pagar seus estudos. Para sair desta situação, Ben se junta a um clube, que ensina garotos prodígios a se especializarem na contagem de cartas no jogo. Com as novas habilidades adquiridas, o grupo vai para Las Vegas na esperança de se dar bem na cidade, mas nem sempre as coisas acontecem como o esperado.

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